quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

O tempo e a borboleta

é o tempo não passa como antigamente nem voa,
ele se teletransporta

são as brisas da madrugada chorando pingo a pingo ...
só pra cultiva o Solo Sagrado.


a espera dos raios de luz 
germinando pela manhã
grãos do plantio 
em almas serenadas

verdade!!!

depois da arvore crescida
em sombras almiscaradas
deleita-ei o meu dorso
em repouso na sombra

assim seria ...
mas tanta folhas caída ao sol...
cumprindo missão de adubo.
solo


fecundam a terra como ao útero,
gerando vidas, amores insaciáveis, 
genéticas insubstituíveis, 
seivas e organismos,
que movimentam o tempo....a vida....as emoções..

indo com uma borboleta
até o próximo casulo ..

em vida se doando 
para geração, coloridas, delicadas de formas tão alinhada, 
Suas revoadas a encobrir o céu 
E o pintor inspirado,
Com traços de pincel
tintas jogadas ao leu
em telas de papel
Imortaliza a criatura

Que pouco tempo dura
O tempo não passa, não voa, não se teletransporta...
Apenas perdura

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Há uma luz

   

Havia uma luz 
No fundo do túnel
Havia uma luz
Não que a visse
Porque ela existe
Mas porque ela existe
Mesmo que não a visse
E tendo visto o que disse
Havia tido o que via
Sim! Havia uma luz
Um túnel também 
No fundo do túnel havia
O começo da luz
No fundo do túnel
O fundo... há luz...


ARREBATADOR

SEDE INCONTROLÁVEL 
DOS DESEJOS

SEREM DETIDOS 
JÁ NÃO PODEM

LANÇADOS
ELA SE ESQUIVA

NÃO LUTA

MAS NÃO SE DEIXA
ABATER

AS ESPERANÇAS AO LIXO
JOGADAS

AMANHàNOVAMENTE

                                               RESGATO ...

Vultos em poças
Da chuva caída
Se espelham sombras 
Em pingos d'água
A vida em um só passo

Enamorados se abraçam


segunda-feira, 22 de julho de 2013

Solteirona? Até Quando?

A chuva torrencial da noite anterior havia encharcado totalmente a gramínea que ladeava a casa grande. Apesar da água caída, o dia promete muito trabalho, na fazenda Cantareira.
Os peões buscam as ferramentas para a lida do café, que com a enxurrada poderiam ter seus pés desterrados. Alguns deles providenciam a ordenha das vacas, enquanto outros cuidam dos animais.
Pela  janela do quarto, Antonieta presencia o movimento, sem menos importância, pois seus pensamentos estão na corte. Com seu olhar languido, busca um ponto seco para mergulhar sua imaginação.
Entretida nos afazeres da manhã, Maria Inez, sua irmã, desdobrava-se no preparo do café matinal.

- Antonieta! Por favor, desça e ajuda-me com a mesa!

O chamamento pareceu soar ao longe, despertando Antonieta que havia encontrado seu ponto seco.

No transcorrer da refeição as duas irmãs, iniciam alegre conversação.

- Maria Inez, veja só, poucos dias faltam para o baile da corte, você não esta ansiosa?

- É claro que não! Antonieta, você parece adolescente! Ainda não se deu conta que passamos da idade?

- Ora, Maria Inez, eu ainda tenho esperanças, afinal sou solteira. E, você? Depois que enviuvou do Alfânio, meteu-se nesse luto, até parece que tem medo de homem?

A conversa é interrompida  pela chegada de um mensageiro, que em suas mãos traz a carta convite, para o tradicional baile de primavera, realizado todo ano no castelo da marquesa de Ubiratã.
No rosto das quarentonas, o sorriso se estampa, e a chama da perspectiva reacende o fogo da adolescência.

sábado, 19 de janeiro de 2013

INVOLUÇÃO



Um dia fui bebe

Criança, menino, jovem

Ao longo dessa estrada

Adulto, senhor, no passado

Hoje chamado de velho

Amanhã? 

Ah! O amanhã...

Como será?

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

LINHA VERDE

LINHA VERDE

Sofrego transita o guacho

Das matas poeiras e riacho
Em incolume continência
Do ventre sente ausência

Entre tudo que transcende
O progresso se acende
Rio de asfalto em estrada
Tubos pontos e paradas

Do transeunte inocente
Versa a linha corrente
O coletivo que arrasta
Sufoca-lhe a fumaça

Dos riachos e das matas
Nada mais ele abraça
Só fuligem e fumaça
De trabalho o cansaço