sábado, 20 de maio de 2017

A LETRA DA GENTE

Há muito tempo sem escrever
Deixei o lápis se esconder
Por ciumes a caneta
Pincelou só poucas letras
Nem conto nem poema
Mas resolveu o problema
Hoje é tudo digitado
E no face publicado
E ninguém mais conhece...

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

PARTIDA

JÁ FIZ MINHA PROMESSA

NADA  HÁ QUE A IMPEÇA

VOU DOAR MEU CORAÇÃO EM VIDA

PARA NÃO SOFRER SUA PARTIDA

UM SALVE A MULHER

Por "DEUS" foi criada
Para estar ao nosso lado
Deste a semente
Nos traz em seu ventre
Ao dar a luz
Para a vida nos conduz
Com carinho e determinação
Nos transmite a educação
As queremos todo instante
Como amiga e amante
Para ser a nossa amada
Vivendo lado a lado

Tudo vem mudando
E vamos acostumando
Ver mulher por todo lado
É mãe, dona do lar
No trabalho, na escola
É artista, feminista
Também comerciária
É professora, e doutora
Secretária, empresária
Na vida profissional
Tem também policial
Motorista do carro do ano
As ruas vai dominando
No ar de salto alto
É piloto e aeromoça
Na mecânica não se engane
Mexe na graxa sem ter pane
Ativista na politica
É vereadora, senadora
Tem também governadora
E como sempre presente
Já estão na presidência

Ah!  Mulher como estou a
.                         à seus pés!

O MAR A ME CHAMAR

Ainda ontem me chamaram dois dias perdidos. Estava chovendo. Hoje o sol está supimpa. Pego minha caixa de saco lés e vou à praia. O sol batendo na areia branca da praia, ofusca meu olhar, tenha a mão óculos escuros e vou gritando..... olha o saco lés! olha o saco lés! É mamão, abacaxi e melão,...olha o saco lés! Moça bonita não paga,....mas também não leva! Olha o saco lés!

As vezes paro olho o imaginário navegando o mar longínquo, como um albatroz em voo liberto no infinito do horizonte. Aí eu grito: olha o saco lés! Olha o saco lés!
Por entre o povo semidesnudez vou andando com meus pensamentos, mas sempre gritando, olha o saco lés! Afinal vender é preciso.

Ah! Esse mar. Este mar contagia está a me chamar. Ás vezes um azul ao longe faz brilhar a menina dos meus olhos, outras um verde mais distante. O mar é deslumbrante!

E sigo meu caminho, olha o saco lés é mamão, abacaxi e melão.
Hoje o dia está ganho, já não serão dois dias perdidos. E volto para meus sonhos, navegar é preciso, mas por enquanto só em terra firme.

Até que alcance o mar pela praia vou continuar. Olha o saco lés! Olha o saco lés! Moça bonita não paga....e as ondas do mar vão quebrando, estão me chamando, vou andando, sempre gritando, pra liberdade do mar adentro vou contente, olha o saco lés!
Olha o saco lés!
Vai um aí moça?

AMOR PLATONICO

Muito mais que uma paixão. Ele havia descoberto o amor.
Agora, quanto questionamento, porque em derradeira vida?
Sorrateiro como um ladrão, este sentimento penetrou ao fundo, vindo fermentar seu coração.
Os pensamentos incertos mas constantes de Marli, ministram diariamente uma dose de alegria e ao mesmo tempo inconfundível tristeza, ao extrovertido Anacleto.
Provido de um carisma radiante, brincalhão e simpático, aparenta bem menos a sua idade real. E talvez essa jovialidade o tenha levado a enamora-se de Marli.
Furtivamente relembra quando à conheceu. Seu olhar sincero e penetrante o envolveu de tal forma que quase o paralisou. Naquele breve instante, viajou pelo rosado facial de sua amada, observando o contorno de seus olhos azuis e dos seus lábios pequenos, partia um leve sorriso em sua direção.
Não recorda se houve troca de palavras, mas nitidamente sabe o quanto seu coração acelerou e até hoje não consegue mais freá-lo.
No início pouco à via, devido circunstancias desfavoráveis. Mas no decorrer dos anos à aproximação tornou-se inevitável.
Marli, é uma jovem senhora, casada, tem duas filhas ainda pequenas e nem imagina que Anacleto por ela se apaixonou.
A cada dia que passa, Ancleto sente o pulsar mais forte desse amor. Um frio, como uma onda do mar, se instala em sua barriga, emergindo uma bolha de ar que só finda em sua garganta estancando a sua voz, e seu corpo todo treme, quando à vê.
Vive uma paixão intermitente. E como um adolescente colegial, vai cantando esse amor em versos e poemas na ponta da caneta que no papel descansa.

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

O tempo e a borboleta

é o tempo não passa como antigamente nem voa,
ele se teletransporta

são as brisas da madrugada chorando pingo a pingo ...
só pra cultiva o Solo Sagrado.


a espera dos raios de luz 
germinando pela manhã
grãos do plantio 
em almas serenadas

verdade!!!

depois da arvore crescida
em sombras almiscaradas
deleita-ei o meu dorso
em repouso na sombra

assim seria ...
mas tanta folhas caída ao sol...
cumprindo missão de adubo.
solo


fecundam a terra como ao útero,
gerando vidas, amores insaciáveis, 
genéticas insubstituíveis, 
seivas e organismos,
que movimentam o tempo....a vida....as emoções..

indo com uma borboleta
até o próximo casulo ..

em vida se doando 
para geração, coloridas, delicadas de formas tão alinhada, 
Suas revoadas a encobrir o céu 
E o pintor inspirado,
Com traços de pincel
tintas jogadas ao leu
em telas de papel
Imortaliza a criatura

Que pouco tempo dura
O tempo não passa, não voa, não se teletransporta...
Apenas perdura

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Há uma luz

   

Havia uma luz 
No fundo do túnel
Havia uma luz
Não que a visse
Porque ela existe
Mas porque ela existe
Mesmo que não a visse
E tendo visto o que disse
Havia tido o que via
Sim! Havia uma luz
Um túnel também 
No fundo do túnel havia
O começo da luz
No fundo do túnel
O fundo... há luz...